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segunda-feira, 16 de março de 2026

RDE: A Nova Ferramenta que Dá Mais Segurança para as Eleições de 2026

RDE: A Nova Ferramenta que Dá Mais Segurança para as Eleições de 2026

As Eleições de 2026 chegam com uma novidade importante que deve ajudar muito partidos, candidatos e equipes jurídicas: o Requerimento de Declaração de Elegibilidade (RDE).

Criado pela Lei Complementar nº 219/2025 e regulamentado pelo TSE na Resolução nº 23.754/2026, o RDE permite que a Justiça Eleitoral diga antes da campanha se um pré-candidato tem ou não condições de disputar a eleição.

Para explicar como isso funciona, ouvimos o advogado especialista em Direito Eleitoral Edilberto Dias, que chama o RDE de “divisor de águas” para quem quer concorrer em 2026.

O que é o RDE?

O RDE é um pedido simples que o pré-candidato faz ao Tribunal para saber se está tudo certo com sua situação eleitoral.

ANTES, os políticos só descobriam se poderiam realmente ser candidatos em agosto, quando o pedido de registro era analisado. Isso causava insegurança e até desperdício de dinheiro.

Agora, com o RDE, o pré-candidato pode perguntar antes:

“Estou apto a ser candidato? Tenho algum impedimento?”

O Tribunal analisa dois pontos:

✔️ 1. Condições de Elegibilidade

Como por exemplo:

  • Ser brasileiro;
  • Ter domicílio eleitoral na região;
  • Estar filiado a um partido;
  • Ter a idade mínima para o cargo.

✔️ 2. Ausência de Inelegibilidades

É a checagem para ver se não há nenhum problema que impeça a candidatura, como situações previstas na Lei da Ficha Limpa.

Quem pode pedir o RDE?

É simples:

  • O próprio pré-candidato pode entrar com o pedido, ou
  • O partido/federação a que ele é filiado.

E quando deve ser feito?

A lei diz que o RDE pode ser apresentado antes do registro oficial de candidatura, que acontece em agosto.

Mas Edilberto faz um alerta:

“O ideal é entrar com o pedido com antecedência, para que a decisão saia antes das convenções partidárias de julho.”

Assim, o pré-candidato já entra no processo com segurança.

O que torna o RDE tão importante?

A grande vantagem é o seguinte: se o Tribunal declarar que o pré-candidato é elegível e essa decisão transitar em julgado (ou seja, não cabe mais recurso), ninguém poderá discutir esse mesmo assunto em agosto, quando a campanha começa oficialmente.

Edilberto resume:

“O RDE encerra as incertezas. Acaba com a surpresa desagradável na hora do registro.”

Isso dá tranquilidade ao pré-candidato e reduz brigas judiciais.

RDE e Desincompatibilização: segurança para servidores públicos

Um dos pontos mais sensíveis para quem quer se candidatar é saber quando deve deixar o cargo público.

Alguns cargos exigem afastamento 3 meses antes da eleição; outros, 6 meses. E muitas pessoas ficam na dúvida.

Edilberto explica que o RDE é perfeito para isso:

“Se o pré-candidato não sabe se deve sair em abril ou julho, ele pergunta ao Tribunal pelo RDE. Se o Tribunal confirmar o prazo, a oposição perde força para contestar depois.”

Ou seja, o RDE evita riscos e garante mais segurança.

Conclusão: por que o RDE é um avanço?

O RDE nasce como uma das maiores inovações das Eleições de 2026. Ele traz:

  • Segurança jurídica antecipada;
  • Redução de impugnações e disputas judiciais;
  • Mais tranquilidade para a pré-campanha;
  • Clareza sobre desincompatibilização;
  • Previsibilidade para partidos e equipes.

Para pré-candidatos, usar o RDE pode ser a diferença entre uma campanha tranquila e um problema jurídico no meio do caminho.

terça-feira, 3 de março de 2026

O Médico que Virou Prefeito

Crônica: O MÉDICO QUE VIROU PREFEITO

Diziam na cidade que, quando um médico é eleito prefeito, o posto de saúde até suspira aliviado. “Agora vai!” Murmurava o pronto‑atendimento cansado de esperar reformas que nunca vinham. 

As fichas amareladas se empilhavam como quem conta o tempo pelas dores não tratadas.

No dia da posse, o povo olhava para o novo gestor com a esperança típica de quem vê no jaleco branco não um tecido, mas uma promessa. Afinal, quem dedicou a vida a cuidar de um corpo doente saberia também tratar de uma cidade que mancava.

Mas o tempo correu, e a saúde continuou andando de muletas.

O médico‑prefeito pendurou o estetoscópio no fundo de uma gaveta, e com ele, talvez, a sensibilidade de ouvir o pulso do povo. A prefeitura virou um consultório sem pacientes; o gabinete, um lugar onde o silêncio das necessidades ecoava sem que ninguém tomasse nota.

Nos corredores do hospital, alguém sussurrou: Ele esqueceu que a cidade também tem um coração para escutar!

E assim, enquanto o prefeito se ocupava de tudo, menos daquilo que um dia jurou proteger, os moradores foram percebendo que há doenças que não se curam com remédios, mas com responsabilidade. 

E que o maior abandono não é a falta de médico, mas sim a falta de humanidade.


Por Willian IDELFONSO